Este ano a negociação dos termos da Convenção Coletiva de Trabalho entre
comerciantes e comerciários extrapolou os limites da categoria e
envolveu toda a cidade. A indefinição causou intranquilidade no
comércio, mobilizou a opinião pública e colocou dúvidas sobre o
atendimento ao consumidor. Tudo porque o patronal quis aproveitar o
momento para agregar mudanças não previstas, como o horário de
atendimento nas lojas.
Normalmente, as cláusulas relativas a índices de reajustes, valores de pisos salariais e
bonificações é que
demandam de mais discussão, mas desta vez foi diferente. Todas as cláusulas foram acertadas num tempo considerado normal.Mas o patronal viu no momento uma oportunidade de retomar a questão da flexibilização do horário do comércio. Passaram a exigir o terceiro sábado por mês em período integral, depois chegaram a cogitar todos os sábados. E assim o tempo foi passando. Como a situação estava ficando cada vez mais difícil, com o outro lado cada vez mais inflexível, a questão foi parar na Justiça Trabalhista. Após uma reunião de conciliação de quase 8 horas de duração, realizada no dia 07/12, patrões e empregados finalmente selaram a paz. A convenção foi oficialmente assinada no dia 12/12.
Para o presidente do sindicato, José Lima do Nascimento, a demora no fechamento da convenção em muito se deve ao cuidado que o sindicato tem para evitar situações em que o comerciário sairá prejudicado. "Poderíamos ter fechado antes, mas teríamos que ceder muito, o que causaria descontentamento geral, pois as propostas não eram vantajosas para a categoria. Outra situação que aconteceu foi que o patronal voltou atrás das próprias propostas, após termos aceito. Graças a Deus, a convenção foi fechada e ninguém será prejudicado", afirmou.
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